Nos últimos anos, departamentos jurídicos investiram pesado em tecnologia para organizar contratos, automatizar fluxos e ganhar eficiência. Para os escritórios de advocacia que atendem essas empresas, esse movimento abriu uma oportunidade de ouro: ir além do consultivo tradicional e assumir a gestão estratégica do ciclo de vida dos contratos. Ainda assim, prazos seguem escapando, renovações passam despercebidas e riscos contratuais continuam surgindo no pós-assinatura.
Esse descompasso revela um ponto crítico: o problema da gestão contratual não está na ausência de software, mas na ausência de gestão ativa. É nesse contexto que o CLM como serviço surge como um novo modelo operacional, indo além da ferramenta CLM (Contract Lifecycle Management) para combinar tecnologia, método e operação contínua.
O que é CLM como serviço?
O CLM como serviço (também conhecido como CLM as a Service) é um modelo operacional de gestão contínua do ciclo contratual, que integra tecnologia, método, governança e operação especializada, com foco em resultado e previsibilidade, e não apenas no uso de uma ferramenta.
Nesse modelo, a tecnologia é o meio, não o fim. O cliente não contrata apenas um software para operar internamente, mas sim a gestão ativa do pós-assinatura, com acompanhamento contínuo, protocolos de ação e corresponsabilidade sobre prazos, cláusulas e riscos contratuais.
Neste formato, especialistas utilizam a tecnologia para monitorar prazos, SLAs e janelas de reajuste, garantindo que o software não seja apenas um repositório passivo, mas uma ferramenta viva de proteção de receita.
💡Com base nesse racional, surgiu uma forma prática de viabilizar o CLM como serviço no mercado jurídico. Por meio do nosso CLM, escritórios de advocacia conseguem estruturar e vender contratos de partido para seus próprios clientes, oferecendo a gestão contratual como um serviço contínuo, com receita recorrente e previsível. Um serviço que pode ser comercializado no modelo de BPO de gestão de contratos (Business Process Outsourcing).
O paradoxo da tecnologia: IA na teoria, tarefas manuais na prática
Em minhas conversas recentes com líderes de departamentos jurídicos, percebo um entusiasmo quase unânime com o uso de inteligência artificial generativa e automações. Esse movimento é confirmado por projeções do Gartner, que apontam que 70% dos departamentos jurídicos já implementaram ou estão em fase avançada de implementação de IA para automatizar fluxos de trabalho em 2026. No Brasil, esse ritmo é impulsionado pelo fato de que 72% das empresas já operam com algum nível de inteligência artificial em suas rotinas.
Mas o que realmente acontece em campo? Os advogados continuam atolados em tarefas repetitivas.
Relatórios setoriais de tecnologia jurídica para 2026 apontam que cerca de três em cada quatro advogados corporativos ainda se sentem sobrecarregados com tarefas manuais. Isso escancara um paradoxo: implementa-se tecnologia, mas o trabalho “braçal” segue. O que explica isso?
- Falta de automatização da rotina pós-assinatura;
- Desconexão entre tecnologia e o olhar especializado do jurídico;
- Ferramentas que só armazenam contratos, sem interpretação ativa;
- Erro na crença de que IA substitui o fator humano na gestão contratual.
Minha convicção, baseada em anos observando a evolução do CLM, é que tecnologia sem serviço acompanha, mas não resolve. Algo que, inclusive, aparece de forma detalhada na discussão sobre o futuro da gestão de contratos digitais.
Em muitos mercados, “BPO” é usado como sinônimo de terceirização operacional. Mas, no contexto do CLM como serviço, essa leitura é limitada. CLM como serviço é um modelo de gestão contínua do ciclo contratual que combina tecnologia, método, governança e operação ativa, com foco em resultado e previsibilidade.
Na Contraktor, o BPO Jurídico é o modelo que permite a escritórios estruturarem e venderem a gestão de contratos como serviço para seus próprios clientes. Para o dono de uma banca, isso resolve o maior gargalo da advocacia consultiva: a previsibilidade financeira.
Ao adotar o CLM como serviço, o escritório evolui o antigo “contrato de partido” para um modelo de receita recorrente escalável. Em vez de depender exclusivamente de honorários por êxito ou da morosidade do Judiciário, o escritório passa a ser remunerado pela gestão ativa e proteção de valor do cliente.
Na prática, isso permite precificar o serviço com base no volume de contratos monitorados ou na complexidade da governança aplicada, criando um fluxo de caixa estável e mensal que não depende de alvarás.
O ralo financeiro: onde o software isolado falha
Agora falo do impacto que faz qualquer CFO repensar sua estratégia. Um estudo recente da WorldCC veio confirmar o que muitos sentem, mas poucos mensuram:
A má gestão pós-assinatura consome 9% do faturamento anual das empresas.
É um número pesado. E ele cresce à medida que contratos mal acompanhados deixam de lado reajustes, multas e cláusulas importantes. Em minha experiência, vejo empresas perderem valor por esquecerem datas críticas simplesmente porque dependem apenas de um repositório digital.
O CLM como serviço une o melhor dos dois mundos:
- Tecnologia capaz de centralizar, automatizar alertas e organizar documentos;
- Uma camada de operação especializada (time interno da empresa ou parceiro no modelo BPO) monitorando, analisando e conduzindo eventos contratuais em tempo real;
- Protocolos de ação para garantir que nada importante se perca entre a assinatura e o encerramento do contrato.
Nessa abordagem, os profissionais não apenas “guardam” contratos, mas atuam proativamente, algo impossível apenas com SaaS (Software as a Service) tradicional. Esse é o único modelo capaz de estancar o “vazamento” financeiro provocado por lapsos pós-assinatura.
O relatório Gestão Digital de Contratos: Liberando o Valor do Gerenciamento de Acordos da Deloitte deixa claro: corporações com fluxos desconectados perdem 18% mais tempo em tarefas, desperdiçando mais de 55 bilhões de horas por ano.
O novo padrão global: o desafio da conformidade em 2026
Sempre fui atento aos movimentos globais de regulação. Em junho de 2025, o mundo viu nascer o Global Contract Management Standard (CMS), colocando um novo nível de exigência na mesa: não basta mais armazenar. É obrigatório gerir ativamente e auditar todos os eventos contratuais.
O impacto disso? Ferramentas baseadas só em SaaS ficaram datadas para quem precisa de compliance internacional ou trabalha com auditorias frequentes. O modelo “as a service” (CLM como serviço) traz uma resposta imediata porque:
- Implanta processos já de acordo com o padrão CMS;
- Garante rastreabilidade e histórico detalhado de ações;
- Permite auditoria em tempo real, sem a necessidade de conciliações manuais;
- Facilita o acesso à evolução contratual para todas as áreas da empresa.
Essa diretiva internacional define o novo básico, e já sinto esse efeito em multinacionais atuando no Brasil. Quem não se adequa, não participa. Um tema reforçado no conteúdo sobre por que a gestão ativa de contratos importa para o sucesso do negócio.

De SaaS para serviço: por que o modelo híbrido venceu?
Quando comparo o SaaS tradicional aos novos modelos, percebo diferenças fundamentais:
- SaaS tradicional entrega repositório e automação básica, mas deixa brechas para erros humanos;
- O serviço integrado prevê e resolve problemas antes que eles se tornam um passivo jurídico ou financeiro;
- O modelo híbrido, união de software avançado e time especializado, é quem oferece retorno comprovado sobre investimento.
O mais curioso é perceber que muitos departamentos só perceberam o real ganho ao experimentar o CLM como serviço. Em vez de esperar que a tecnologia faça tudo, adotaram o apoio constante de especialistas. Isso ressoou especialmente em auditorias mais exigentes e nos casos em que a legislação brasileira demanda ajustes e compliance local permanentemente revisados.
O tema “como reduzir custos operacionais com alta gestão contratual” nunca foi tão discutido. E o consenso é: tecnologia sozinha só reduz uma parte do custo, mas não recupera o valor escorrido com falhas pós-assinatura.
O diferencial Contraktor: a infraestrutura para escalar o CLM como serviço
Olhando para 2026, vejo as empresas buscando resultados palpáveis. E posso afirmar, como parte do time da Contraktor: fomos pioneiros em integrar BPO jurídico à tecnologia. Isso mudou o jogo. Fomos os primeiros a estruturar uma plataforma de CLM que permite a escritórios jurídicos oferecerem a gestão de contratos como serviço aos seus próprios clientes, por meio de tecnologia white label, metodologia e suporte operacional.
Terceirizar processos repetitivos libera o jurídico para decisões de alto valor, e não apenas para preencher campos em sistemas.
No cenário brasileiro, nossa experiência mostra que:
- A automação de lembretes não substitui alertas revisados por especialistas;
- A auditoria eletrônica é muito superior quando supervisionada por equipes com experiência local e internacional;
- O diagnóstico contínuo de riscos reduz perdas e garante mais confiança para tomada de decisão estratégica.
O conceito CLM como serviço deixa de ser diferencial para se tornar padrão nas corporações que visam não apenas economizar, mas entregar valor recorrente ao negócio.
Transformando o negócio: o impacto real do CLM como serviço
Em minhas consultorias, a diferença mais notável do CLM como serviço está nos resultados que extrapolam o simples controle:
- Empresas deixam de perder reajustes e receitas garantidas por cláusula;
- Diminuem riscos de penalidades contratuais por esquecimento de obrigações acessórias;
- Passam nas auditorias sem sustos, com histórico e trilha de ações já organizados;
- O time jurídico finalmente se dedica à análise estratégica, e não mais ao reprocessamento de volumes de contratos antigos.
Esses benefícios são reconhecidos por quem busca uma gestão de contratos digitais madura e pronta para novos desafios regulatórios.
Conclusão: o futuro é serviço
Chegando ao fim deste artigo, a experiência prática deixa uma lição clara: software sozinho é apenas metade da solução. Sem o componente de serviço, ou seja, intervenção humana especializada, metodologia, monitoramento ativo e adaptação constante, contratos continuam sendo passivos, e não ativos estratégicos.
Se o seu foco é retorno sobre investimento, e não apenas projetos pontuais, o CLM como serviço é o caminho mais inteligente. A Contraktor está na vanguarda dessa transformação, apoiando escritórios de advocacia que entendem o valor do tempo, do compliance real e da gestão contratual contínua.
Quer entender como o CLM como serviço se aplica na prática?
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Perguntas frequentes sobre CLM como serviço
CLM como serviço é um modelo que combina software de gestão contratual com o apoio de especialistas (BPO jurídico) para monitoramento e acompanhamento ativo de todo o ciclo de vida dos contratos. Diferente do SaaS tradicional, o enfoque está na entrega de resultados e não apenas na disponibilização da ferramenta.
Funciona por meio da integração entre tecnologia avançada e atuação humana especializada. A plataforma digital centraliza os documentos, automatiza alertas e permite auditorias. O time de BPO jurídico analisa eventos, monitora prazos, diagnostica riscos e garante o cumprimento das obrigações contratuais, entregando segurança e ROI real.
Contratar CLM como serviço compensa para empresas que querem resultado prático: redução de perdas pós-assinatura, adequação aos padrões globais (como o CMS) e tempo liberado para o core business jurídico. É o melhor caminho para transformar contratos em ativos de valor.
Gestão ativa e antecipação de riscos;
Melhor controle sobre reajustes, multas e obrigações;
Conformidade imediata com padrões globais e normas brasileiras;
Redução de perdas financeiras por má gestão;
Equipe jurídica se dedicando a questões estratégicas.
O valor varia conforme o tamanho do portfólio contratual, grau de customização do serviço e presença de automações avançadas. A relação custo-benefício é percebida logo nos primeiros meses, com redução de riscos, ganhos operacionais e compliance instantâneo.

Transformando o negócio: o impacto real do CLM como serviço


