Este artigo é fruto de uma conversa entre Henrique Flôres, advogado e fundador da Contraktor Tecnologia, e Fabiano Marchiorato, especialista em gestão jurídica com mais de 20 anos de experiência em controladoria, RH e indicadores de desempenho.
Durante o bate-papo, os dois compartilharam experiências práticas sobre como escritórios de advocacia e departamentos jurídicos podem aplicar planejamento estratégico para sair do “achismo” e alcançar uma gestão realmente eficiente, lucrativa e orientada por dados.
A seguir, você vai encontrar os principais insights dessa troca, organizados em uma estrutura simples e prática para que qualquer escritório possa começar a aplicar.
Para quem tem pressa
O planejamento estratégico é essencial para escritórios de advocacia e departamentos jurídicos que desejam crescer de forma sustentável. Ele ajuda a definir objetivos claros, otimizar processos, engajar pessoas e usar tecnologia de maneira inteligente.
A base está em três pilares: pessoas, processos e tecnologia. O segredo é começar pequeno, acompanhar indicadores e executar com consistência.
Por que o Planejamento Estratégico é Essencial para Advogados?
O mercado jurídico no Brasil é altamente competitivo, com mais de 1,4 milhão de advogados. Em muitos casos, a gestão ainda é centralizada, com pouca discussão sobre metas de crescimento. A ausência de um plano claro leva à perda de oportunidades e à falta de alinhamento da equipe.
Um bom planejamento estratégico ajuda a:
- Definir objetivos claros: saber onde o seu negócio quer chegar.
- Aumentar a eficiência: otimizar a rotina e as atividades do dia a dia.
- Melhorar a produtividade: garantir que a equipe esteja focada nas prioridades.
- Tomar decisões informadas: usar dados e indicadores, e não suposições.
Os Três Pilares da Gestão Jurídica: Pessoas, Processos e Tecnologia
A base de um planejamento estratégico sólido se apoia na tríade: pessoas, processos e tecnologia. A ordem importa, e muitos escritórios erram ao tentar digitalizar o caos antes de organizar a casa.
1. Pessoas
A cultura organizacional é o alicerce do seu negócio. Contratar com pressa ou ignorar o engajamento da equipe são erros comuns. É fundamental:
- Investir em autoconhecimento: entenda os valores e a missão do seu escritório.
- Promover uma cultura de excelência: valorize a eficiência e o aprendizado contínuo.
- Capacitar a equipe: invista em treinamento e desenvolvimento para que os profissionais se sintam valorizados.
- Criar novos líderes: delegar tarefas e responsabilidades, incentivando o crescimento de todos.
2. Processos
Antes de investir em qualquer ferramenta, mapeie e revise seus fluxos de trabalho. A falta de organização interna, como o recebimento de demandas por WhatsApp, compromete a segurança e a produtividade.
Boas práticas de gestão de processos:
- Defina SLAs (Acordos de Nível de Serviço): estabeleça prazos claros para a entrega de tarefas.
- Padronize os fluxos operacionais: defina como os contratos serão revisados, as petições serão protocoladas, etc.
- Centralize a comunicação: utilize ferramentas que integrem e institucionalizem a troca de informações.
3. Tecnologia
A tecnologia é um meio, não um fim. Ela deve ser o suporte para os processos e pessoas que você já organizou. A escolha do software de gestão deve ser estratégica, baseada nas necessidades do seu escritório ou departamento.
Soluções tecnológicas importantes:
- Software de gestão: centraliza dados e atividades, evitando o “achismo” na tomada de decisão.
- Ferramentas de gestão de contratos (CLM): como a Contraktor, que automatizam o ciclo de vida dos contratos.
- Plataformas de assinatura eletrônica: agilizam aprovações e garantem a segurança jurídica dos documentos.
Dica Essencial: Comece Pequeno, mas Comece Agora
O planejamento não precisa ser um evento anual complexo. A metodologia ágil prega a revisão constante. Gaste menos tempo planejando e mais tempo executando.
Para começar, foque em um gargalo da sua operação e defina um ou dois indicadores de desempenho (KPIs) para acompanhar. Por exemplo: se a sua dor é o tempo de revisão de contratos, defina um objetivo de reduzir esse tempo em 20% e acompanhe o resultado semanalmente.
O método ágil recomenda ajustes constantes. O ideal é:
- Escolher um gargalo (ex.: demora na revisão de contratos).
- Definir 1 ou 2 indicadores (KPIs) simples para medir.
- Estabelecer uma meta (ex.: reduzir o tempo de revisão em 20%).
- Acompanhar semanalmente os resultados.
Pequenos passos geram aprendizados rápidos e permitem ajustes mais eficazes.
Conclusão
O planejamento estratégico na advocacia não é luxo — é necessidade para competir em um mercado saturado. Ao alinhar pessoas, processos e tecnologia, escritórios e departamentos jurídicos se tornam mais eficientes, lucrativos e preparados para o futuro.
Sobre os Especialistas
Henrique Flôres – Advogado e fundador da Contraktor Tecnologia, startup que há quase 10 anos entrega soluções de gestão de contratos e assinaturas eletrônicas para mais de 2.000 empresas.
Fabiano Marchiorato – Especialista da ÉOS com mais de 20 anos em controladoria jurídica, atuando em gestão de escritórios e departamentos jurídicos.
ÉOS e Contraktor: Juntos para Potencializar sua Gestão Jurídica
Nossa nova parceria, CK Lawyer by ÉOS BPO, une a expertise da ÉOS em BPO (Business Process Outsourcing) jurídico com a tecnologia da Contractor. Agora, escritórios e departamentos jurídicos podem terceirizar a gestão de contratos, liberando tempo para focar no que realmente importa: a estratégia do negócio.
Se você busca uma solução que combina tecnologia, serviços de gestão e um time de especialistas, procure-nos para saber mais sobre como podemos ajudá-lo a alcançar a excelência na advocacia.
FAQ sobre Planejamento Estratégico Jurídico
O planejamento define a direção e os objetivos; a gestão organiza as ações do dia a dia para alcançar esses objetivos.
Não. Primeiro organize pessoas e processos. Depois, escolha uma tecnologia que complemente essa base.
Alguns exemplos: tempo médio de revisão de contratos, taxa de conversão de clientes, horas faturáveis por advogado e índice de satisfação do cliente.
Clareza de propósito, comunicação constante e reconhecimento de resultados são fundamentais para engajamento.